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Brasil cria universidade para integração latino-americana

Foi sancionada no dia 12 de janeiro a lei que cria a Universidade Federal para a Integração Latino-americana (Unila). A nova universidade será localizada em Foz do Iguaçú, Paraná, na tríplice fronteira com Argentina e Paraguai. Quem assina o projeto arquitetônio (foto) o centenário Oscar Niemeyer. Metade das vagas será para alunos de nacionalidade brasileira e a outra metade para nascidos nos outros países da região. A expectiva é de que mil alunos ingressem ainda esse ano através de seleção a ser realizada em meados de 2010.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) é a instituição tutora da criação da Unila. Um dos projetos a serem iniciados juntamente com a criação da nova instituição é o Instituto Mercosul de Estudos Avançadas (IMEA). Ponto para Lula que continua investindo na criação de universidades públicas, algo que seu antecessor FHC não fez. Ainda assim, pode ser mais uma universidade que comece a operar ainda em condições precárias. A idéia, vale ressaltar, é inovadora, avançada e integradora, pensando as relações sul-americanas para além dos acordos comerciais, e apostando também na integração no âmbito acadêmico-científico.

Os primeiros cursos de graduação que serão oferecidos são: Sociedade, Estado e política na América Latina; História e Direitos Humanos na América Latina; Saúde Coletiva; Geografia, Território e Paisagem na Produção do Espaço; Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar; Comunicação, Poder e Mídias Digitais; Licenciaturas em Ciências da Natureza, Interculturalidade e Integração, Esporte, Meio ambiente e Políticas Sociais, Políticas Linguísticas Latino-Americanas; Ecologia e Biodiversidade, Tecnologia e Engenharia das Energias Renováveis; Engenharia Civil – ênfase em infraestruturas; Gestão Integrada de Recursos Hídricos; Direito Internacional Comparado; Economia, Integração e Desenvolvimento; Tecnologia e Engenharia das Energias Renováveis; Relações Internacionais e Integração Regional; Educação, Tecnologia e Integração.

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O que fazem as tropas brasileiras no Haiti?

Depois do terrível terremoto que destruiu o país, o Haiti chamou a atenção do mundo. A mídia nos mostrou o que se podia esperar dela: imagens de devastação levadas à exaustão, de um país miserável e que precisa de ajuda internacional. A luta diária dos cidadãos haitianos para salvar seus compatriotas, a solidariedade entre eles foram secundárias diante das imagens de sofrimento e do auxílio de outros países. Sem falar que segundo relatos de quem estava lá no momento dos tremores as forças militares estrangeiras só começaram a ajudar a população local dias depois do terremoto.

É um bom momento lembrarmos que o Brasil é o país que lidera as tropas da Minustah, missão da Onu no Haiti, que já vai cumprir 6 anos de exitência e não apresenta muitos resultados significativos. A liderança brasileira tem dois objetivos: um diplomático e outro militar. No âmbito das relações internacionais o Brasil pretende afirmar sua condição de líder regional do bloco latino-americano e terceiro-mundista e ampliar sua influência internacional para, entre outras coisas, barganhar uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Onu, que tem sido uma reivindicação diante da nova configuração geopolítica mundial. Em termos militares a ocupação e operação de nossas tropas no Haiti, segundo alguns dos militares, serve como treinamento para posteriores ações de tomada de regiões dominadas pelas facções do narcotráfico no Rio de Janeiro. O web-documentário Bon Bagay Haiti mostra a história de alguns dos moradores de Cité Soleil, a maior favela do Haiti, ocupada pelas tropas militares.

O que o terremoto deixa é a impressão de que o Haiti necessita ainda mais de ajuda internacional e intervenção militar para controlar a situação de caos. Há uma total desconfiança em relação à capacidade do povo haitiano, de seus profissionais e instituições, como afirma o sociólogo Osmar Thomaz, que estava presente nos primeiros dias de tragédia: “As organizações internacionais não conhecem o Haiti, mas os haitianos conhecem. É preciso deixar de ver os haitianos como vítimas passivas, eles são vítimas ativas.” Solidariedade diplomática e humanitária são sim muito bem vindas. Entretanto me parece que o que o país mais pobre das Américas mais necessita é de liberdade para trilhar seu próprio caminho, sem intereferências militares, pressões econômicas externas e modelos estrangeiros a serem implantados que marcaram toda sua história.

De país pioneiro de uma revolta escravista que o tornaria o segundo a conquistar a independência e primeiro a abolir a escravidão no continente americano, o Haiti nunca conseguiu construir seu próprio modelo, boicotado e pressionado pelas potências mundiais por ser um “mau-exemplo” às outras colônias exploradas. Pelo simples azar de ter sido pioneira em liberdade e igualdade, justamente lemas defendidos por sua antiga metrópole. Os Pecados do Haiti, como ressalta artigo de Eduardo Galeano. Outras boas reflexões sobre a história política haitiana estão no texto de Maria Clara Carneiro Sampaio.

O Ministro da Defesa brasileiro Nelson Jobim, afirmou que após o terremoto a função prioritária das tropas de nosso país deve passar de manutenção da paz para reconstrução do país. Porém militarização não é o caminho para o Haiti, como ressalta Sandra Quintela: “Não se faz ajuda humanitária com tropas militares. O povo haitiano, através de suas organizações e movimentos sociais, precisa ser apoiado para que sua voz fale mais alto no processo de reconstrução do país.”

Outros posts sobre o Haiti:
O Haiti, definitivamente, não é aqui!
Haiti ocupado, Brasil o culpado?

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A Bolívia no espelho do futuro

O livro A Bolívia no Espelho do Futuro (Editora UFMG, 2009) reúne diversos artigos de pesquisadores brasileiros- a maioria deles ligados à IUPERJ– em busca de entender melhor o processo sócio-político que vem se desenvolvendo na Bolívia desde as primeiras rebeliões sociais dos anos 2000 até os tempos de hoje do governo de Evo Morales.

Os oito artigos abordam os conflitos étnicos e sociais entre entre o Oriente e o Ocidente bolivianos que se extremaram recentemente; o movimento autonomista com raízes no departamento de Santa Cruz; o surgimento e crescimento do partido liderado por Evo, o MAS-IPSP (Movimento ao Socialismo- Instrumento Popular pela Soberania dos Povos);a nova constituição nacional proclamada em 2009, as mudanças sociais e econômicas dos últimos anos; a migração de bolivianos para o Brasil.

Obviamente tantos temas e discussões não poderiam se encerrar nas 200 páginas do livro, mas a leitura de Bolívia no Espelho do Futuro é um bom começo para quem pretende entender melhor a situação de nosso país vizinho, marcado pela fragilidade econômica e convulsão social.

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Poemas dos porões da ditadura

Pedro Tierra nasceu privado de liberdade. Um poeta que foi parido entre grades, torturas e escuridão. Pedro Tierra foi o nome escolhido Hamilton Pereira da Silva para driblar os militares e fazer conhecer ao mundo a crueldade do submundo da ditadura militar brasileira que iniciou-se em 1964.

Sua história é digna de filme: Hamilton era militante do movimento político e foi preso em 1972 aos 24 anos. Passou por vários presídios até ser libertado em 1977. Nesses quase cinco anos encarceirado, escrever foi uma maneira de manter a lucidez no cotidiano insano da prisão. Cada dia era uma batalha a ser vencida, diante da tortura calar-se era a única arma e sobreviver era a unica vitória possível. Hamilton (e Pedro Tierra) viu morrer seus companheiros, sofreu, mas sobreviveu a tudo que viu e a cada verso que fez.

Ao ser deixado sozinho durante um interrogatório, roubou um lápis deixado sobre a mesa e escreveu seus primeros versos em papel de maço de cigarro. Já que as cartas escritas pelos presos passavam por censura, Hamilton escrevia seus poemas aos familiares e amigos supostamente copiando poesias de um livro que havia lido na cadeia, de um tal Pedro Tierra. Surgia aí seu pseudônimo.

Posteriormente foi necessário mudar a estratégia e as poesias passaram a sair prisão através de seu advogado Luiz Eduardo Greenhalgh (atualmente deputado federal pelo PT), em pequenos papeizinhos que tranportavam dentro de canetas BIC amarelas. Depois de intenso intercâmbio de canetas e versos, o advogado sugeriu reunir a poesia de Hamilton em um livro.

Inicialmente em edição artesanal no Brasil, o livro Poemas do Povo da Noite foi lançado editorialmente na Europa em 1978 e no ano seguinte foi corajosamente publicado pela Editora Livramento em nosso país, tudo isso graças ao esforço de muitos amigos e até desconhecidos comprometidos na luta pelos direitos humanos. O pseudônimo Pedro Tierra foi mantido, obviamente, para preservar a identidade de Hamilton, já que ainda estava em vigência o regime político repressivo.

Esse livro está atualmente publicado pela Fundação Perseu Abramo, da qual Hamilton Pereira foi presidente. O poema-prólogo que abre o livro começa assim:

“Fui assassinado.
Morri cem vezes
e cem vezes renasci
sob os golpes do açoite.

Meus olhos em sangue
testemunharam
a dança dos algozes
em torno do meu cadáver.

Tornei-me mineral
memória da dor.
Para sobreviver,
recolhi das chagas do corpo
a lua vermelha de minha crença,
no meu sangue amanhecendo (…)”

É um livro duro, denso, monotemático, quase torturante mas totalmente necessário, especialmente nesse momento em que se discute a punição aos autores desses crimes de lesa-humanidade.

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Tihuanaco, história e arqueologia na Bolívia

A cidade de Tihuanaco (ou Tiwanaku, dentre outras variações), a 1h da capital La Paz, possui o principal complexo arqueológico da Bolívia. Ali habitou por cerca de 2700 anos a civilização tihuanacota. O lugar ganhou o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco no ano 2000.

Palácio principalDe um povoado aldeão, os tihuanacotas cresceram e formaram uma mais importantes civilizações pré-incaicas nos andes, tornando-se excelentes agricultores, astrônomos e arquitetos, a partir do conhecimento da natureza. Pode-se observar por exemplo o perfeito encaixe de imensas pedras para construção de muros ou o sistema de som que permite ouvir uma pessoa falando em tom de voz normal a dezenas de metros de distância.

Puerta del Sol, monumento servia como calendário para os tihuanacotas

Boa parte do sítio é composto restaurações elaboradas por grupos de historiadores e arqueólogos. Segundo um dos guias locais, estima-se que apenas 20% das escavações foram realizadas no local, restando ainda um significativo montante a ser explorado, o que pode ser observado pelas equipes de escavadores em trabalho constante no local.

Além da reprodução do centro da cidade de milhares de anos atrás, o Complexo Arqueológico Tihuanaco possui o maior monolito já encontrado na região e um museu repleto de achados arqueológicos e informações histórico-culturais sobre essa civilização. Saindo de La Paz, basta pegar um dos ônibus ou vans que saem diariamente da região do Cemitério, ou mesmo comprar um dos passeios de ida-e-volta oferecido na própria Rodoviária de La Paz, saindo pela manhã e retornando ao fim de tarde.

Na capital La Paz, vale a pena visitar o Museu Nacional de Arqueologia, também conhecido por Museu Tihuanaco, que possui um excelente acervo arqueológico não só dos tihuanacotas mas também de diversas outras tribos e civilizações que habitaram a região do país antes da chegada dos colonizadores.

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